Governo pede indiciamento de Bolsonaro por fraude no INSS
O documento acusa políticos de liderar um esquema criminoso responsável por descontos irregulares em aposentadorias e pensões.
Nesta sexta-feira (27), a base do governo no Congresso Nacional apresentou um relatório alternativo na comissão que investiga fraudes no INSS, pedindo o indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e do senador Flávio Bolsonaro. O documento, que contraria o parecer do relator oficial, acusa os políticos de liderar um esquema criminoso responsável por descontos irregulares em aposentadorias e pensões.
FIQUE POR DENTRO DAS NOTÍCIAS EM TEMPO REAL:
Ao todo, o texto propõe a responsabilização de 201 pessoas envolvidas no esquema do INSS. O grupo pede o indiciamento direto de 130 alvos — incluindo ex-ministros, servidores públicos e dirigentes de associações — e encaminha 71 nomes à Polícia Federal para que as investigações sejam aprofundadas.
O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) explicou que as fraudes teriam sido facilitadas por decretos e portarias editados no início do governo Bolsonaro, em 2019. Segundo o parlamentar, as mudanças abriram brechas para que instituições fizessem descontos indevidos na folha de pagamento dos segurados. Pimenta ressaltou que as acusações são baseadas em provas documentais e negou que haja perseguição política pré-eleitoral.
A manobra da base governista ocorre em resposta ao relatório oficial elaborado pelo deputado Alfredo Gaspar (PL-AL). Os governistas argumentam que o texto de Gaspar não tem os votos necessários para aprovação e cobram que a versão alternativa seja colocada em votação.
Procurada, a defesa do senador Flávio Bolsonaro afirmou que o relatório é uma tentativa de desviar o foco e proteger o presidente Lula e seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, citados no documento oficial do relator. A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro ainda não se manifestou.
Para evitar que os aposentados continuem sendo vítimas de golpes, o relatório sugere a criação de leis mais rígidas. Entre as medidas estão a ampliação da proteção de dados dos segurados e o combate a práticas financeiras abusivas, como a venda casada de serviços em empréstimos consignados.
Nos siga no
Google News